
Terremotos ocorreram antes e durante a posse de Piñera em Valparaíso. Abalos assustaram e provocaram alerta de tsunami na costa chilena.
Os tremores ocorreram 12 dias depois de um abalo de magnitude 8,8 ter destruído regiões do país e matado ao menos 802 pessoas. A Marinha do país emitiu um alerta de tsunami (ondas gigantes) para a costa, que depois foi levantado
"Os danos ocorridos em Rancagua são danos significativos. Nesse momento estamos deslocando nossas equipes de emergência... e vamos ter uma avaliação mais precisa dos danos provavelmente no decorrer desta tarde", disse Piñera a jornalistas na cidade de Viña del Mar.
Piñera também decretou zona de catástrofe na região de Libertador O'Higgins, onde ocorreram os tremores, e disse que tropas seriam enviadas ao local para garantir a segurança. Não há informações sobre mortes.
Dois dos tremores aconteceram poucos minutos antes do início da cerimônia de posse de Piñera, e um deles foi durante a cerimõnia, realizada cidade portuária de Valparaíso, onde fica o Congresso, e vizinha ao balneário de Viña del Mar.
Logo após tomar posse, Piñera disse que o alerta de tsunami era "preventivo". "Não queremos alarmar ninguém, mas queremos tomar precauções para evitar perdas de vidas e acidentes", disse. "Mais vale prevenir que remediar."
O primeiro abalo ocorreu às 11h39 locais (mesmo horário de Brasiília) e foi avaliado em magnitude 6,9, segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA. O epicentro localizou-se em O'Higgins, a 10 km de profundidade, e a 124 km a oeste-sudoeste da capital.
Ele foi seguido 16 minutos depois por outro tremor, na mesma região, de magnitude 6,7. Às 12h06, um terceiro abalo, de magnitude 6, também em O'Higgins.
O primeiro tremor foi sentido durante 45 segundos na capital. As primeiras informações são de que, em Santiago, ele teve intensidade 6 na escala de Mercalli, que vai até 12.
O governo chileno foi bastante criticado pela maneira como reagiu ao terremoto de 27 de fevereiro, o que levou a diretora da Onemi a pedir demissão nesta quarta-feira, após ter admitido erro ao não dar alerta de tsunami para a costa.