Quando pisou no gramado do Maracanã, neste domingo, Wellington Silva carregava consigo a responsabilidade de vestir a camisa 10 do Fluminense e estrear como titular profissionalmente diante de sua família. O atacante reagiu a isso tudo com lágrimas e uma bela atuação na goleada por 5 a 1 sobre o Friburguense.
Além do gol ainda no primeiro tempo, ele fez belas jogadas, teve boa movimentação, deu o passe para o gol de Everton e mostrou personalidade. Uma atuação que encheu os olhos de muita gente. Seja de esperança, como o de Cuca, ou de lágrimas, como aconteceu com a sua mãe, que também chorou no Maraca.
- Ver meu filho atuando é um sonho realizado. Ele sempre foi arretado, e estou muito emocionada por ele – disse Tânia Alves, chorando ao lado dos cerca de 30 familiares que foram ao estádio.
Wellington Silva se emociona em sua primeira coletiva
Ela revelou que seu filho gosta de macarrão com salsicha, estrogonofe e que a namorada Gabriele não deve ir para a Inglaterra quando ele completar 18 e tiver de se apresentar ao Arsenal, que o comprou por cerca de R$ 10 milhões. Enquanto isso não acontece, Wellington Silva vai conquistando seu espaço no Fluminense. Tanto que Cuca já disse que ele deve seguir como titular contra o Tigres, na próxima quinta-feira, no Engenhão.
A notícia foi dada pelo treinador após o jogo, poucos minutos depois de o atacante conceder sua primeira entrevista coletiva na carreira. Assim como aconteceu quando ele pisou em campo e marcou o primeiro gol como profissional do Fluminense, Wellington Silva chorou. A explicação para tanta emoção foi simples para um garoto que foi criado na comunidade do Jacarezinho.
Na vida, nada foi fácil. Tudo foi difícil. Então, é muita emoção – disse o atacante, que hoje mora na Barra da Tijuca e tem uma vida bem mais confortável.
Por causa de todo esse sucesso precoce, ele sempre foi blindado pelo clube. Neste domingo, porém, ele concedeu a primeira entrevista coletiva. Confira abaixo os principais trechos.
Como foi estrear como profissional do Fluminense marcando um gol e jogando bem? - Estou muito feliz, agradeço a oportunidade e, como sempre venho falando, enquanto puder ajudar e dar a vida para o Fluminense ir bem, eu vou fazer. Não vou medir forças, sempre quis jogar profissionalmente pelo Flu, no Maracanã. A família toda estava aí, todo mundo está feliz, mas esse foi só o primeiro jogo.
Quando você marcou o gol, o Fred te carregou no colo? Já ganhou um “paizão” no time?
- Fred é jogador de seleção, alto nível e me recebeu muito bem. Me deu conselhos, sempre me chama, conversa... É um cara muito gente boa. É bom para um garoto novo e que está começando agora ter esse privilégio. E eu vou guardando tudo o que ele diz. O que puder fazer para ajudar ele e o Fluminense, eu vou fazer.
Você já se considera pronto para ser titular do Fluminense? Você chegou e conseguiu ser titular em um grupo que tem nomes como Fred, André Lima, Maicon, Alan...
- Falar que estou pronto, eu não estou. Ainda estou em um nível abaixo. No profissional é outro nível. Mas venho trabalhando firme, fazendo trabalhos físicos, ainda não aguento jogar o tempo todo... Mas já que o Cuca confia em mim, vou fazer de tudo para ele continuar confiando. Fluminense tem jogadores de alto nível e se tiver de ficar no banco, vou ficar... Só de estar aqui eu já agradeço muito.
E por que você chorou tanto hoje? Chorou quando entrou em campo, quando deu entrevista, quando marcou o gol...
- Chorei só de ver minha família ali... (começa a chorar novamente) e com a emoção de entrar em campo pela primeira vez como titular pelo time profissional. Na vida, nada foi fácil. Tudo foi difícil. É muita emoção.
Esperava uma estreia como titular tão boa assim?
- Estou começando e tenho muito a melhorar. Mas estou feliz, dei passe pra gol, fiz um, estou feliz... Só tenho a agradecer.