
Representantes da Infraero, Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária, garantiram, em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes, que os aeroportos brasileiros estarão prontos para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.
Segundo a Infraero, nos dois meses da Copa, a expectativa é de que 2,7 milhões de passageiros a mais circulem em 16 aeroportos do País.
Segundo o diretor-financeiro da empresa, Mauro Roberto de Lima, os investimentos serão de R$ 6,5 bilhões.
"A Infraero tem um planejamento para isso. Nós acreditamos e estamos trabalhando para isso, que todos os investimentos necessários, não só para a copa. A Copa é um evento, a Copa e a Olimpíada são eventos importantes neste tempo, mas o mais importante é o atendimento da demanda e as obras estarão prontas sim".
Mas os dados da Infraero não tranquilizaram o deputado Vanderlei Macris, que diz que os investimentos já chegam atrasados.
"Nós tínhamos já desde a época do apagão aéreo a clara demonstração de que esse aumento de demanda estava sendo apresentado ao País. E o governo não foi suficientemente capaz de planejar o desenvolvimento e os investimentos em aeroportos nessa área de infraestrutura para poder atender essa demanda".
O superintendente de projetos da Infraero, Jonas Lopes, explicou que os principais gargalos estão nos terminais de passageiros. E que a Infraero vai instalar salas de embarque provisórias nos principais aeroportos, com o uso de módulos operacionais.
Mauro Roberto rebateu críticas publicadas anteriormente pela imprensa de que os módulos seriam "puxadinhos" sem infraestrutura suficiente para atender os usuários.
Segundo ele, os módulos têm todo o conforto e o mobiliário de uma sala de embarque permanente e são utilizados em todo o mundo como solução barata para aguardar a conclusão de obras de ampliação.
"Como nós vamos fazer obras em aeroportos em operação, nós temos que movimentar as pessoas e as operações dentro do aeroporto. Então o módulo vem com dois objetivos: dar maior conforto ao passageiro e permitir essa transferência de operações para que a gente consiga então concluir as obras".
O superintendente de Infraestrutura da ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil, Marcelo Ferreira, disse que o processo de aprovação de obras foi reestruturado, para que não haja gargalos burocráticos na execução dos investimentos.
Ao final do debate, representante do Tribunal de Contas da União, Eduardo Machado Filho, disse que não há no órgão pendências que impeçam o andamento das obras nos aeroportos brasileiros.